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BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE QUÍMICA
UNICAMP

 
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
 
Autor: Parizotto Júnior, Osvaldo
Título: Crisotilas Naturais Brasileiras. Ativação da Superfície e Aplicação na Imobilização de Biocatalisadores
Ano: 1989
Orientadora: Profa. Dra. Inés Joekes
Departamento: Físico-Química
Palavras-chave: ---
Resumo: Crisotila é um argilo-mineral de estrutura lamelar serpentinizada em fibrilas cilíndrical, de diâmetro externo de ordem de 50 nm, e potencial zeta positivo. A crisotila natural consiste de feixes destas fibrilas, mais ou menos densamente empacotadas, contendo quantidades variáveis de impurezas diversas. As caracteristicas das fibrilas indicam que se trata de um material com alta energia livre superficial; entretanto na forma natural, sua atividade é baixa. A crisotila natural brasileira foi purificada, retirando-se as impurezas e o pó de amianto. O processo de fibrilização foi avaliado por medidas da capacidade de monocamada (Vm), que foram feitas por adsorção de azul de metileno em solução. Foi estudado o grau de fibrilização obtido, por jateamento de água e por ultrassonificação. O método de fibrilização por ultrassonificação em condições controladas causa um aumento de Vm proporcional ao tempo de exposição; por exemplo: após 30 minutos de ultrassonificação a 250 KHz obteve-se um aumento relativo de 60% de Vm. A superficie foi ativada por ultrassonificação na presença de solução tampão de ácido acético/acetato de sódio equimolar. Observou-se dependência de Vm com a concentração do tampão, a baixas concentrações, e saturação de superficie a concentrações altas. Tipicamente, após 30 minutos de ultrassonificação a 250 KHz em tampão 3,3x10 M, Vm aumenta 75% com respeito à crisotila in natura. Este valor corresponde a uma área superficial relativa de 24% de área teórica calculada para as fibrilas. A crisotila ativada foi utilizada em ensaios de ficação de "Saccharomyces cerevisiae". Das isoternas de adsorção obtidas, a capacidade de adsorção, a 25°C, é de 0,9 g por grama de crisotila, indicando que este suporte tem eficiência comparável aos melhores do mercado. Ensaios qualitativos mostram que atividade e o tempo de vida do biocatalisador suportado são comparáveis às duas células não suportadas.
Abstract: Crysotile asbestos is clay mineral having a lamelar structure coiled in cilindric fibriles of 50 nm in external diameter and showing a positive zeta potencial. Natural chrysotile asbestos is composed by bundles of this fibriles, more or less denselly packed, containing varying quantities of several impurities. Because of its fibrilar nature, this material should have a high surface free energy; however, in the natural state, its activity is low. Brazilian chrysotile asbestos was purified removing the free impurities and the powdered material. Fibrilization was assessed by monolayer adsorption capacity (Vm), through methylene blue adsorption from solution. The fibrilization degree obtained by jet-water and ultrassonification was studied. It is show that in controled conditions, an increase in Vm proportional to the time of treatment is obtained; for instance: after 30 min. ultrassonification at 250 KHz, Vm increased 60% in relation to the original sample. Surface activation was accomplished by ultrassonofication in aquimolar acétic acid/sodium acetate buffer. A dependence of Vm with the buffer concentration was observed, for low concentrations, and saturation at higher values. Tipically, after 30 min. of ultrassonification at 250 KHz in 3,3x10 M buffer, Vm increased 75% in relation to the original material. This value is roughly 25% of the theoretically expected geometrical surface area of the fibriles. The activated chrysotile asbestos was used to support "Saccharomyces cerevisiae". Adsorption isoterms showed and adsorption capacity of 0,9 g per gram of chryssotile, at 25°C, showing that this material has a supporting efficiency comparable withthe bests in the market, qualitative results show that the suported biocatalist activity and life-time are comparable to the free yeast.
Arquivo (Texto Completo): vtls000045409.pdf ( tamanho: 3,01MB )

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