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BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE QUÍMICA
UNICAMP

 
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
 
Autora: Cabral, Lucila Cinthia
Título: Blendas de Poli(Epicloridrina) e Poli(Estireno-Co-Metacrilato de Metila)
Ano: 1997
Orientadora: Profa. Dra. Maria Isabel Felisberti
Departamento: Físico-Química
Palavras-chave: Polímeros, Miscibilidade, Copolimerização
Resumo: A miscibilidade em blendas em que pelo menos um dos componentes é um copolímero não pode ser explicada somente com base em interações favoráveis entre os diferentes componentes. Interações de natureza repulsiva entre as unidades monoméricas no copolímero têm sido apontadas como uma das causas do fenômeno de janela de miscibilidade. Este trabalho teve como objetivo a determinação da janela de miscibilidade em blendas de poli(epicloridrina) (PEPI) com copolímeros de estireno e metacrilato de metiIa P(S-co-MMA). Para tanto, foram sintetizados copolímeros contendo teores de 10, 25, 50, 75 e 90% em mol de estireno através de polimerização radicalar em solução, além dos homopolímeros poliestireno (PS) e poli(metacrilato de metiIa) (PMMA). Em seguida, foram preparadas as blendas destes polímeros com a PEPI nas composições de 20, 40, 50, 60 e 80% em massa deste material. A caracterização das blendas através de Calorimetria Diferencial de Varredura mostrou a existência de miscibilidade parcial no sistema PEPI/PMMA e imiscibilidade no sistema PEPI/PS. As blendas de PEPI com os copolímeros apresentaram miscibilidade até a concentração de 25% em mol de estireno, mas a presença deste monômero causou um alargamento da transição vítrea, caracterizando a microheterogeneidade destas misturas. Aumentando-se o teor de estireno até 75% em mol, foi observada separação de fases nas blendas, entretanto, misturas de PEPI com copolímeros contendo um teor ainda maior de estireno (90% em mol) apresentaram miscibilidade em determinadas composições. Os efeitos observados foram explicados em função da miscibilidade parcial das blendas PEPI/PMMA e da distribuição dos monômeros nas cadeias dos copolímeros, e em termos de interações de natureza atrativa e repulsiva entre os monômeros no copolímero P(S-co-MMA) e a PEPI.
Abstract: The miscibility of blends can not be explained by favorable interactions between the different components when at least one component is a copolymer. Repulsive interactions between monomeric units have been indicated as one of the reasons for the phenomenon of a miscibility window. The purpose of this work was the determination of the miscibility window in blends of poly(epichlorohydrin) (PEPI) with copolymers of styrene and methyl methacrylate P(S-co-MMA). Thus, copolymers with concentrations of 10, 25, 50, 75 and 90 mole % of styrene were synthesized by radical polymerization in solution, as well as the homopolymers polystyrene and poly(methyl methacrylate). After that, blends of these polymers and PEPI with concentrations of 20, 40, 50, 60 and 80 wt % were prepared. The characterization of the blends by Differential Scanning Calorimetry has shown the existence of partial miscibility in the system PEPI/PMMA and imiscibility in the system PEPI/PS. Blends of PEPI anel copolymers exhibited miscibility until 25 mole % of styrene, but the presence of this monomer caused the broadening of the glass transition, which characterizes the microheterogeneity of these mixtures. When the concentration of styrene was increased up to 75 mole %, phase separation was observed in the blends; however, mixtures of PEPI and copolymers containing and higher content of styrene (90 mole%) showed miscibility in some compositions. The effects observed were explained by the partial miscibility of the blends PEPI/PMMA, the monomer distribution in he copolymer chains, as well as the repulsive and attractive interactions between the monomers in the P(S-co-MMA) copolymer and PEPI homopolymer.
Arquivo (Texto Completo): vtls000123540.pdf ( tamanho: 2,33MB )

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