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BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE QUÍMICA
UNICAMP

 
TESE DE DOUTORADO
 
Autora: Reginatto, Valeria
Título: Avaliação do Ensaio de Toxidade com a Alga Scenedesmus subspicatus para o Estudo de Efluentes Industriais
Ano: 1998
Orientador: Prof. Dr. Nelson Eduardo Durán Caballero
Departamento: Química Orgânica
Palavras-chave: Toxidade, Alga, Efluente
Resumo: Os estudos preliminares com a alga Scenedesmus subspicatus visaram avaliar os diferentes métodos padronizados do ensaio de toxicidade recomendados por órgãos internacionais, como a Internacional Standard Organization (ISO 8692). Nesse sentido foram comparados distintos métodos para a determinação da concentração da alga, as melhores condições de inóculo para o ensaio e as alterações do pH durante a realização do mesmo. Tendo em vista os resultados obtidos por esses estudos, foi feita uma avaliação ecotoxicológica de efluentes coletados em diferentes etapas do sistema de tratamento de efluentes de uma indústria produtora de pectina, usando métodos fisico-químicos e três ensaios de toxicidade com organismos distintos: a alga S.subspicatus, a bactéria luminescente V.fisheri e uma população mista de microorganismos (lodo ativado). Os resultados desse estudo demonstraram que as análises fisico-químicas convencionais não forneceram informações suficientes para caracterizar a toxicidade apresentada pelos efluentes frente a alga e a bactéria luminescente. A filtração em gel em Sephadex G-50 dos referidos efluentes revelou uma elevada distribuição da massa molecular (em torno de 20 kD) dos mesmos. Pirólise seguida de cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (Pi-CG-EM) também foi utilizada para investigar a composição dos efluentes, indicando a natureza poliaromática das amostras estudadas. Como, além da toxicidade, os efluentes apresentavam uma coloração marrom escura, suspeitou-se que a toxicidade pudesse estar relacionada com a cor das amostras. Em vista disso foram avaliados efluentes industriais, águas de ambientes naturais de coloração "escura" (pantanosas) e soluções de substâncias húmicas (SH) comerciais pelo ensaio de toxicidade com alga. O crescimento da alga nas amostras "escuras" foi verificado, aumentando-se a intensidade luminosa a fim de ser atinjida a faixa de saturação de luz, ou seja, a faixa de luz na qual ocorria o crescimento máximo da alga. Para as amostras mais escuras (Abs436nm > 0,8), o efluente de pectina e a solução de SH (0,2 g.L), a saturação de luz foi encontrada entre 8000-10000 Lux, diferente da faixa de luz sugerida pela norma ISO 8692 para a realização do ensaio (entre 6000 e 10000 Lux). A comparação dos resultados de toxicidade das amostras "escuras" obtidos por fiuorescência da clorofila a e pela extração da clorofila a para a determinação da concentração de alga, demonstrou que os resultados de toxicidade poderiam estar sendo influenciados pela coloração das amostras. Os resultados desse trabalho demonstraram que apesar da reconhecida importância do ensaio de toxicidade com alga, este apresenta limitações quando se deseja avaliar amostras "escuras" e, em função disso, os protocolos oficiais necessitam ser revistos.
Abstract: The preliminary studies with the algae Scenedesmus subspicatus were conducted in order to evaluate different official protocols for bioassays recommended by international organizations, as the International Standard Organization (ISO 8692). Distinct methods to determine algae concentration, optimal inoculum conditions and pH alterations during the assay were compared. According to these results, effluents toxicity from a pectin industry effluent treatment system were assayed, using physical-chemical methods and three different toxicity bioassays: algae Scenedesmus subspicatus, luminescent bacteria Vibrio fisheri and activated sludge as bioindicator. The results showed that the conventional physical-chemical analyses were not sufficient to characterize effluents toxicity to algae and luminescent bacteria. Gel filtration on Sephadex G-50 showed a high molecular weight distribution (about 20 kD) of the effluents. Pyrolyse-gas-chromathography-mass spectroscopy (Py-GC-EM) was used to investigate the effluent composition. The identification of the obtained pyrolysis fragments indicated effluents of polyaromatic nature. Moreover, the analysed effluents were dark brown coloured, therefore it was suspected that the toxicity could be correlated with the sample colour. Then several dark brown coloured waters from marsh, industrial wastewaters and comercial humic substances (HS) solutions were investigated by the algae bioassay. The algae growth in dark coloured waters were verified by increasing the light intensity in order to reach light saturation, where the maximum of algae growth were observed. Darker samples (Abs436nm > 0,8), final pectin effluent and HS solution (0,2 g.L) showed a light saturation between 8000-10000 Lux, different of the light intensity suggested by the ISO Norm 8692 (between 6000-10000 Lux). A comparison between toxicity results of dark coloured waters, obtained with different methods to measure algae concentration, like chlorophyll a fluorescence, chlorophyll a extration showed that the toxicity results could have been influenced by the colour of the samples. The results of this work demonstrate that beyond the recognized importance of algae growth inhibition test, this showed limitations in the evaluation of dark samples, therefore the official protocols should be reviewed.
Arquivo (Texto Completo): vtls000134468.pdf ( tamanho: 2,69 MB )

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