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BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE QUÍMICA
UNICAMP

 
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
 
Autora: Boscolo, Patricia Regina Salvatti
Título: Relação entre Estresse Oxidativo e a Tolerância ao Alumínio (Al ) em Milho
Ano: 2001
Orientador: Prof. Dr. Renato Atílio Jorge
Departamento: Físico-Química
Palavras-chave: Espécies reativas de oxigênio, Solo ácido, Metais tóxicos
Resumo: O objetivo do trabalho foi estudar a relação entre a toxidez do íon Al e o estresse oxidativo em duas linhagens de milho, Cat 100-6 e S1587-17 -tolerante e sensível ao AI, respectivamente. As observações visuais dos danos e da presença do Al nas raízes, feitas com hematoxilina, indicaram que o milho tolerante possui mecanismos de defesa que possibilitam a exclusão do íon da raiz. A atividade de enzimas constituintes do sistema de defesa antioxidante PX, CAT , SOD e GR foram determinadas nos ápices das raízes das duas linhagens em diferentes concentrações e tempos de exposição ao AI. As atividades encontradas para a SOD e PX foram 1,7 e 2,0 vezes maiores, respectivamente, na linhagem sensível ao alumínio, em 36 mM de Al em 48 horas. Os resultados encontrados indicaram que o Al interfere no processo de respiração celular, induzindo um aumento na quantidade de espécies reativas de oxigênio (ERO) no S1587-17. Os resultados mostraram que o Al não induz oxidação de proteínas no Cat 100-6, enquanto há uma indução no S 1587-17. Esta indução foi dose e tempo-dependente e em 36 mM Al em 48 horas de tratamento, observou-se a formação de 202 nmol de carbonilas por mg de proteínas. Como o Al não induziu a peroxidação de lipídeos, concluiu-se que a oxidação de proteínas é a via de degradação celular das ERO para o S 1587-17. Finalmente, o estresse oxidativo no milho sensível, consequência do tratamento com alumínio, induziu apoptose nas células da ponta da raiz. Todos esses resultados indicam que o Al induz estresse oxidativo somente no milho sensível e que esse quadro é consequência da toxidez do alumínio em solos ácidos, e não sua causa.
Abstract: The objective of this work was to study the relation between AI-toxicity and oxidative stress in two maize lines, Cat100-6, AI-tolerant, and S1587-17, AI-sensitive. The injury caused by Al and its presence, observed visually in roots using hematoxylin, indicated that tolerant maize has defense mechanisms that exclude the ion from roots. PX, CAT, SOD and GR activities were determined in root tips of both line maize, exposed to different Al concentrations and time of exposure. SOD and PX found were 1,7 and 2,0 times greater, respectively, in sensitive maize treated by 36 mM of Al in 48 hours. The results indicated that Al interfere in cellular respiration process, increasing the formation of reactive oxygen species (ROS) in S1587-17. Al exposure did not induce protein oxidation in Cat100-6, but induced in S1587-17. This induction was dose and time dependent and after 36 mM for 48 hours of AI, it was observed the formation of 202 nmol of carbonyls by mg of protein. However, Al did not induce lipid peroxidation. These results indicated that cellular degradation of ROS in S1587-17 was for protein oxidation. Finally, oxidative stress in sensitive line induced apoptose in root tip cells. AlI results indicate that Al induce oxidative stress just in sensitive maize and this is a consequence of aluminum toxicity in acidic soils, and not your cause.
Arquivo (Texto Completo): vtls000228142.pdf ( tamanho: 4,06MB )

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