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BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE QUÍMICA
UNICAMP

 
TESE DE DOUTORADO
 
Autora: Pereira, Maria do Socorro Silva
Título: Especiação e Remoção de Arsênio de Águas Utilizando Voltametria de Redissolução Catódica e Processos Oxidativos Avançados
Ano: 2005
Orientadora: Profa. Dra. Anne Hélène Fostier
Coorientadora: Profa. Dra. Susanne Rath
Departamento: Química Analítica
Palavras-chave: Arsênio, Voltametria, Fotocatálise heterogênea
Resumo: O Arsênio (As) ocorre na natureza em uma variedade de formas químicas, incluindo espécies orgânicas e inorgânicas. Sua presença é proveniente tanto de fontes naturais quanto antrópicas. Em decorrência do risco de intoxicação crônica por As, os limites máximos permitidos para esse elemento, em água potável vêm diminuindo ao longo do tempo. Atualmente, a concentração máxima permitida de As para águas potáveis é de 10 mg L (Portaria 518/2004-Ministério da Saúde) e para águas de superfície e subterrânea 10 mg L (Resolução 357/2005-CONAMA). Este trabalho teve como objetivos desenvolver e validar um método analítico empregando a voltametria de redissolução para a especiação de arsênio inorgânico em águas de superfície e subterrânea, assim como estudar e comparar a eficiência de métodos de remoção do arsênio dessas águas, baseando-se em processos oxidativos avançados de baixo custo e fácil implementação. O método voltamétrico desenvolvido apresentou sensibilidade e seletividade adequada, alcançando-se: lineariadade de 0,999, RSD<3% (50,0 mg L As), limite de quantificação de 2 mg L e faixa linear entre 2 e 80 mg L para as espécies As(III) e As(V). Os processos de remoção utilizados foram o SORAS (do inglês, Solar Oxidation and Removal of Arsenic) e a fotocatálise heterogênea com o TiO2 imobilizado. Os experimentos foram realizados em garrafas PET e, em ambos, utilizou-se luz solar como fonte catalisadora. Os resultados obtidos foram superiores a 99% de remoção de As. A técnica voltamétrica e os processos de remoção foram aplicados a amostras de águas coletadas em bicas e minas da região de Ouro Preto (MG) e apresentaram bons resultados, indicando possibilidade de aplicação.
Abstract: Arsenic exists in various chemical forms in the environment, including as organic and inorganic species, originating from natural and anthropogenic sources. As for other potential toxic elements, the concentration limit for arsenic in drinking water is decreasing as a result of observed chronic poisoning coming from low exposure doses. In drinking water, the maximum acceptable concentration established in Brazil for drinking waters is 10 mg L (Portaria 518/2004-Ministério da Saúde) and 10 mg L for fresh waters (Portaria 357/2005-Conselho Nacional do Meio Ambiente). In this work, studies were performed to obtain the best conditions for As (III) and As (V) speciation in fresh and ground water samples by using a stripping voltammetry technique. Two methods based on advanced oxidative processes for removal arsenic from water samples were compared. The voltammetric method presented adequate sensitivity and selectivity for arsenic speciation. The limit of quantitation obtained was 2 mg L and the relative standard deviation (RSD) <3% was observed. A linear range from 2 to 80 mg L and correlation coeficient of 0.999 were obtained for both species. The removal processes studied in this work were the SORAS (Solar Oxidation and Removal of Arsenic) and heterogeneous photocatalysis with immobilized TiO2. The studies were performed in PET bottles and UV light was used as catalyst. The results obtained exceeded 99% of As removal. The voltammetric technique and the As removal processes were applied to fresh and ground water samples collected in the Ouro Preto region (MG state, Brazil) and both presented good results, showing possibility of application.
Arquivo (Texto Completo): vtls000379325.pdf ( tamanho: 1,01MB )

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